O vidro com haste é óbvio. Sua haste facilita a rotação do vinho na taça e evita que sua mão o aqueça. Mas o mais importante é a forma do cálice (ou bebedouro), sendo o objetivo adaptar o recipiente ao potencial aromático do conteúdo. Cálice angular, formato de balão ou tulipa, abertura mais ou menos ampla da borda… os fabricantes de vidro realizaram extensas pesquisas. Mas não é por acaso que o formato da chamada “tulipa” continua a ser uma aposta segura. A taça de degustação aprovada há algumas décadas pelo Inao (Instituto Nacional de Denominações de Origem) popularizou-o.
https://www.vinoverace.com.br/vina-montes
Largo no fundo do cálice para oferecer ao vinho a maior superfície de contacto com o ar, estreito no topo para concentrar os aromas, esta forma foi desenhada para que o copo desempenhe o seu duplo papel. O facto é que se o objetivo do Inao era louvável, de uniformizar um recipiente que permitisse a comparação entre os diferentes “sucos”, a ferramenta é um pouco grosseira e, acima de tudo, carece de elegância numa mesa festiva! Felizmente, existem muitas variações que combinam elegância e desempenho.
Opte por copos com capacidade de 350 a 400 ml. Eles são largos o suficiente para o vinho tinto e não muito grandes para o branco. No entanto, é preferível escolher taças mais pequenas para vinhos doces, como o Porto ou os Banyuls. Mas em todos os casos, a regra de ouro da degustação é encher sempre os copos um terço da sua capacidade, de forma a deixar espaço para o arejamento e a difusão dos aromas.