CLASSIFICAR: PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA

Os anti-inflamatórios não esteroides são o tratamento de primeira linha para enxaqueca leve a moderada. A escolha do medicamento deve ser baseada na disponibilidade e no perfil de efeitos adversos.

o que causa crise de enxaqueca

Os triptanos são um tratamento de primeira linha para enxaquecas moderadas a graves. Vários triptanos estão disponíveis com diferentes farmacocinéticas e vias de administração.

A escolha do triptano deve ser individualizada com base nas características da enxaqueca do paciente e na via de administração, farmacocinética e custo.

Os antieméticos antagonistas da dopamina são tratamentos de segunda linha para a enxaqueca.

Diidroergotamina parenteral (DHE 45), sulfato de magnésio, valproato (Depacon) e opioides devem ser reservados para enxaqueca refratária devido a efeitos adversos, evidências mais fracas de eficácia e/ou potencial de abuso.

A = evidência consistente e de boa qualidade orientada para o paciente; B = evidência inconsistente ou de qualidade limitada orientada para o paciente; C = consenso, evidência orientada para a doença, prática habitual, opinião de especialistas ou série de casos.  Não prescreva medicamentos contendo opioides ou butalbital como tratamento de primeira linha para cefaleias recorrentes.

Diagnóstico e Avaliação do Paciente – A enxaqueca possui critérios diagnósticos bem estabelecidos. Boas evidências apoiam o uso do mnemônico POUND para diagnóstico de enxaqueca. A avaliação visa confirmar critérios diagnósticos, avaliar explicações alternativas, identificar comorbidades que possam complicar o manejo (por exemplo, depressão, dor crônica)  e documentar o padrão basal e a gravidade dos episódios.